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w7.19.2009


a história é mais ou menos assim....

tinha essa garota, latino-americana, proto-punk-rocker.

tinha esse cara, latino-americano, proto-grunge-rocker.

os dois se conheceram num desses bares que fazem mal à saúde. dali prá frente namoraram por anos.

o namoro sempre foi conturbado. ela começou a traí-lo toda a hora. ninguém entendia nada. nem ela entende nada. aí ela o traiu com um cara. aí ela traiu o cara. aí ela voltou com o namorado original. depois de um ano, de novo. só que com uma garota. afinal, ela tinha que experimentar algo novo. mas depois de uns quatro meses, estavam juntos novamente, ela e o namorado pseudo-grunge-rocker.

muitos se perguntam - ou me perguntam: ora, mas como ? como toda essa traição e vai-e-volta?

algum dizem que é uma corrente. que eles se amam mesmo. que é um casal misteriosamente harmonioso.

ele é um desses crentes fervorosos. ela não.

perdoar faz parte.

para-pá-pá-parapápá

posted by JAIRO NETO at Domingo, Julho 19, 2009


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w5.26.2009


i) me recuperando de uma apêndicite.
ii) cada vez mais impressionado em ver como a imprensa nacional é uma merda.
iii)



posted by JAIRO NETO at Terça-feira, Maio 26, 2009


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w3.29.2009


SOBRE THOM YORKE E A ANGÚSTIA...A HISTÓRIA DE SAN JACINTO QUE PERDI...ETC ETC ETC...BLÁ BLÁ BLÁ EU EU EU E AS MESMAS HISTÓRIAS

Minha primeira memória de ter ouvido Radiohead foi em meados de 1998 quando vi o vídeo-clipe da música Karma Police na Mtv. Alguma coisa me conectou lá, mesmo estando milhares de quilômetros mentais de poder entender metade do que se passava naquela música, ainda mais com o Thom Yorke bradando "For a minute there I lost myself" diversas vezes. Esse trecho em especial grudou na minha pobre massa cinzenta e me acompanhou até pousar nesse texto, bem hoje, bem agora, bem neste exato momento. No auge da minha época de proto-metaleiro, eu evitava comentar ou ousar ouvir Radiohead já que qualquer pessoa em sã consciência sabe o quanto esta é uma atitude idiota quando está cercado de pessoas gritando "The Great Southern Trendkill". Foi em meados de 2004, o tão comentado ano que pode ser acessado de graça aí na barra de arquivos ao lado, que eu me aprofundei novamente no Ok Computer, The Bends e o que pudesse vir. Era inevitável não me sentir um lixo excluído naquela confusão e fiasco de sala de aula, com aquela maldita desilusão amorosa logo ali ao lado e esfregando na minha cara o seu novo affair, a minha total descrença com o mundo e com a família, isso tudo sendo jogado no meu ventilador mental. O resultado era meu mergulho em frases como "você quer ver um monstro tomando conta?", "eu não estou aqui, isto não está acontecendo" e "eu desejava que fosse os anos 60". Era aquela minha dose diária de pura idiotice adolescente. E eu gostava.

É 2009 e lá estou aguardando o show começar.

Thom Yorke teve fases para escrever suas letras. Parte delas foram baseadas em milhares problemas que eu e você provavelmente já tivemos, outras são puros experimentos, combinações, sonorizações vindas de alguma outra galáxia, e acho, ao meu ver (eu lá sou especialista em alguma coisa) que atualmente suas letras correspondem à um grau maior de maturidade e visão, uma visão menos misteriosa de seu ambiente e agora acho que muito mais calcada de uma acessibilidade antes não tão vista em sua obra. Enfim, minha visão e não fez muito sentido.
Lá estava o Thom cantando tudo aquilo que eu digeri por anos, o cruel ano de 2007 em que ouvi In Rainbows todo o dia, me aprofundando naquele mar perigoso , enviando frases como "I´m all the days that you choose to ignore" prá alguém e esperando alguma resposta em um vácuo vazio e horrível que é quando pessoas se enganam e se machucam. E eu ia cantando, fechando os olhos, absorvendo, pensando.
Você que compõem tudo isso e ainda vê e ouve tantos cantarem de volta nesse enorme retorno humano. Quantos que estavam lá, que buscaram ajuda na suas músicas, e todos aqueles outros que estavam lá, que coincidentemente foram o ponto de partida de todos os outros que conheceram a sua música em meio ao desespero e o medo. Vocês ou você desse segundo e seleto grupo: que tal agora?

A hora vem prá cada um. We hope that you choke.

E na mesma hora que Exit Music (For A Film) começava, à quilômetros de distância, começavam os primeiros acordes de San Jacinto.
Eu tentei de toda a forma criar teorias ou formas de explicar o porquê de o Peter Gabriel ter visitado quase toda a América do Sul menos o Brasil. Seja lá o que aconteceu, eu me sinto como alguma dessas fãs da Madonna que ficaram tão tão tão desafortunadas por não conseguirem ingresso para os benditos shows no estádio do Morumbi.

Não vou enrolar e falar e choramingar o porquê de alguma coisa já que o fato é simples: ele não veio e ponto.

Um amigo meu falou: "Vai ver ele quer te passar uma mensagem"

É.


posted by JAIRO NETO at Domingo, Março 29, 2009


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w2.19.2009




tirando o Maia e a/o "...", tem mais alguém por aí?

posted by JAIRO NETO at Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009


Comentários:
w2.16.2009




Voltando ao universo MUAP, esta coisa estranha e sem RSS Feed há quase 10 anos.

Eu vejo por aí pessoas se espacando por uma cópia livre e barata de livros-compilação de autores misteriosos e duvidosos como pseudoartistas - e por sinal músicos - que praticam surfe livre em praia californianas escondidas pelo bafo sujo e medroso dessa tão estranha nuvem de hype que circula essa banda que re(grava) a antológica música do Pink Floyd (e ainda têm gente que dá a cara a bater falando que é melhor que a maestria do Gilmour).

Traço horrível.

"Eu preciso provar que não sou um rostinho bonito que trocou um show para uma viagem à Acapulco"
"Ahn?"

David Berman é o único cara que faz sentido nesse mundo. Quem dera voltar a ser inocente como aquela América.



Tem alguém aí? (tirando o Maia)

posted by JAIRO NETO at Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009